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3-Variedades
O mundo de 3−variedades é um vasto “zoo”.
Como quase toda matemática, queremos classificar objetos e de preferência achar objetos “primos” e descrever outros em termos destes objetos. O exemplo primordial é decomposição por números primos.
O mais simples exemplo sofisticado (S3)
: A esfera 3−dimensional {(x,y,z,w)∈R4:x2+y2+z2+w2=1} ou {(z1,z2)∈C×C:|z1|1+|z2|2=1} é um “grande exemplo” de 3−variedades. /sabemos que a esfera é simplesmente conexa. Além disto toda esfera S2 suave dentro de S3 é bordo de uma bola 3−dimensional.Observamos que interior de uma esfera mergulhado suavemente dentro da S3 é bola e o exterior é simplemente conexa. Porém, se o mergulho não for suave e apenas topológico (caso de esfera chifruda (super antenada) de Alexaner) tem exterior não simplemente conexa.
A esfera S3 pode ser obtida como colagem de dois toros sólidos ao longo de suas fronteiras (que é T2). Uma forma rápida (e sem graça!) de ver isto é considerar V1={(z1,z2),|z1|≤|z2|,|z1|2+|z2|2=1} e V2={(z1,z2),|z1|≤|z2|,|z1|2+|z2|2=1} e verificar que cada Vi é um toro sólido D2×S1 e que S3 é a união deles colados ao longo de toro T2=S1×S1.
Outra forma bem mais elegante é colar meridianos de toro fronteira de toro sólido as longitudes de toro fronteira de outro toro solido e vice versa e enxergar S3 com sua fibração de Hopf.
Resumidamente, folheamos o semi-plano {(x,y,z):x=0,y>0}⊂R3 por uma família de círculos encaixados que convergem a reta x=0,y=0 e degeneram num ponto (círculo de raio zero). Considerem as superfícies de revolução dos círculos girando em torno de eixo z. Assim obteremos uma família de toros e um círculo (toro degenerado). Agora observem que S3 pode ser obtida através de compactificação por um ponto de R3. Se acrescentamos um ponto infinito o eixo z vira um círculo (que está entrelaçado com o círculo degeneraod anteriormente mencionado). Com um pouco de imaginação (e olhando para figura abaixo) podemos enxergar o S3 como colagem de dois toros sólidos (um “horizontal” outro “vertical”) ao longo de um toro (uma daquelas superfícoes de revolução).
A esfera S3 tem mais uma propriedade a revelar: ela é um grupo de Lie também: quatérnios de norma um. Entretanto a esfera não admite difeomorfismos parcialmente hiperbólicos….
Exemplo (T3, nil-variedade, Seifert)
Este exemplo é mais simples e é obtido por R3/Z3. Outra forma de falar é considerar um cubo e identificar os lados opostos por translação. Importante ressaltar que a translação é uma isometria na geometria euclideana. Precisamos observar que estamos quocientando por ação de isometrias de uma geometria. Essa ideia vai nos acompanhar no conhecimento de zoologico de 3−variedades.
O toro T3 é um grupo de Lie abeliano e portanto essa variedade também natureza algébrica e difeomorfismos parcialmente hiperbólicos conhecidos são “algebricos”.
Em dimensão três além de T3 existe outro (único) grupo de Lie compacto nilpotente: Grupo de Heisenberg, que não é abeliano. Este grupo de Lie consiste em matrizes 3×3: (1xx01y001) tais que x,y,z∈R com produto usual de matrices.
Vamos apresentar agora um modelo geométrico de nil-variedade: Quocientamos o grupo definida acima por lattice d ematrices com entradas inteiras. (compare com caso de toro 3−dimensional porém não misturem) Novamente um domínio fundamental é o cúbo unitário. {(x,y,z)∈H:0≤x,y,z≤1}.
Agora vamos identificar faces opostos com algumas transformações específicas: Usando a multiplicação do grupo (1,0,0).(x,y,z)=(x+1,y,y+z) vamos identificar os lados esquerdos e direito de seguinte forma: (0,y,z)∼(1,y,z+y).
(figura abaixo foi retirado do artigo de Potrie-Hammerlindl: Pointwise partial hyperbolicity in 3-dimensional nilmanifolds)
Enquanto o grupo fundamental de T3 é abeliano, o grupo fundamental de nilvariedade introduzida acima nõa é abeliano, porém é nilpotente. Uma propriedade em comum entre estes dois grupos é que ambos tem crescimento polinomial.
Existe uma outra forma de indentificar os lados opostos de cubo e obter uma variedade diferente. Em vez de usar translação, vamos considerar uma translação e depois rotação de π2 para identificar a face de cima e baixo e identificamos outras faces com translação usaual para obter toro. Assim obteremos uma variedade de Seifert com uma folha singular que corresponde o centro do quadrado que é fixo pela rotação. Mais esfecificamente considere {(x,y,z)∈R3:0≤|x|,|y|,|z|≤1} e vamos identificar (x,y,0)∼(−y,x,1) e duas identificações (0,y,z)∼(1,y,z) e (x,0,z)∼(x,1,z).
Fibraçõa de Seifert: No exemplo acima, temos uma folheação por círculos “verticais” que não é uma fibração, justamente por causa de uma fibra (Fibra singular de Seifert) que corresponde ao ponto fixo da rotação no plano xy: A fibra {(0,0,t),t∈[0,1]} com a identificação (0,0,0)∼(0,0,1) representa um círculo que está encurralado por círculos topológicos que dão quatro voltas em torno dele: rotação de ângulo π/2 tem período 4.
Uma coisa em comum entre as três variedades acima é que todas as tries tem uma folheação por círculos.
"Decomposição primária"
Soma conexa de variedades: Dadas duas variedades n-dimensional M1,M2, retirando uma bola n−dimensional de cada uma e “colando” ao longo da fronteiras (esfera Sn−1) obtemos M1#M2.
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